quinta-feira, 12 de abril de 2012

Carteiras recomendadas em abril de 2012

Pela compilação da Infomoney temos nossas duas principais bluechips nos primeiros lugares: VALE5 (15 recomendações) e PETR4 (12). O mercado estava de olho e foi premiado hoje com a crença do crescimento chinês. A Vale subiu 6,35%. Pontos para o mercado. Não só de Petro vive o mercado que aposta no petróleo. A OGXP3 (7) é a quarta ação mais recomendada.
Os bancos continuam nas carteiras: ITUB4 (12), BBDC4 (6) e BBAS3 (4). É preciso ter cautela com o Banco do Brasil. Mantega já provou que pode mexer na política do banco estatal e, se foi bem sucedido da primeira vez, pode realizar novas incursões na gerência.


quarta-feira, 11 de abril de 2012

Quarta-feira decisiva nos campeonatos europeus

No alemão, B. Dortmund (2.50) e B. de Munique, no inglês M. City x West Brom e Wigan x M. United, no espanhol Atlético de Madrid x Real Madrid (1.61), no italiano Juventus x Lazio (+2, 1.80).
A probabilidade do United ser campeão é de 95%, enquanto para o City é 5%. O City joga contra um Bromwich cumprindo tabela, enquanto os red devils encaram um Wigan em luta contra o rebaixamento. Tenho minhas dúvidas quanto à motivação dos times de Manchester. O City parece ter jogado a toalha e o United já tem a taça nas mãos.
No Espanhol, apesar de todos torcerem contra o Real Madrid, para ver o Barcelona encostar e o campeonato pegar fogo, acho que os merengues passam vitoriosos no derby. Hoje ainda o Real Madrid (1.66) é o favorito para levantar o campeonato, diante o Barcelona.
No Italiano, a Juventus é favorita contra a Lazio, mas o jogo será duríssimo e imprevisível. Lembremos que a Juventus (1.72) já é a candidata principal para levar a Serie A.
Por fim, o favoritismo na Alemanha para a taça continua com o Dortmund (1.66), ao invés do Munique, graças aos três pontos de vantagem. Mas tudo pode mudar no jogo de seis pontos de hoje.

Lições de um sacolão de frutas e verduras: simplicidade e eficiência

Ensino, nas aulas de custos, a importância da formação dos preços. Insisto no tema, falo das estratégias e do conhecimento dos dados. Quando se visita um sacolão, a vontade é jogar o material da aula no lixo. É uma aula às avessas, um aprender desaprendendo.
Acabei de voltar de um sacolão perto de minha casa. A simplicidade é impressionante. Não há sacos plásticos transparentes para se por os produtos. Você põe direto na sacola que irá levar pra casa. As sacolas, as mais baratas do mercado, feias porém resistentes, ficam na calçada, na rua, ainda na caixa de papelão em que vieram. Não há dispenser para as sacolas. Como o cliente ensacola os produtos conjuntamente, o empresário economiza o material plástico. Também evita o trabalho de espalhá-las pela loja — deixe que o cliente as busque.
Os produtos não são escolhidos nem selecionados. É tudo arremessado, caoticamente, em balcões brutos. É o cliente que faz a tarefa de escolher e não o empresário. Mais um trabalho evitado. Cobra-se junto à entrada, com uma calculadora de botões grandes, uma balança resistente e uma gaveta pra armazenar o dinheiro vivo.
Por óbvio, os clientes que frequentam o sacolão buscam preço e não qualidade anunciada. Ora, a qualidade das frutas e verduras muitas vezes depende da sabedoria do próprio cliente. O critério de qualidade, portanto, é subjetivo.
Ao praticar um único preço, ninguém precisa pensar nos números, nem o cliente nem o empresário. Claro que em alguns produtos a margem do dono do negócio será bem pequena (por exemplo, pepino japonês e pimentão vermelho), mas não há nenhuma razão, a priori, para o empresário preservar as mesmas margens para os produtos. O que interessa é a rentabilidade final do negócio.
Creio que o empresário analisado não vende produtos com margens negativas, mas até isso poderia fazê-lo, desde que garantisse maior rentabilidade final, advinda de pessoas atraídas por ofertas atípicas e aparentemente irracionais.
Praticando um único preço, a venda é muito mais rápida. A pesagem é feita para todos os produtos conjuntamente, reduzindo o tempo de cobrança. E o cliente agradece, pois tem mais tempo para selecionar corretamente os seus produtos, ao seu gosto.
Por vezes a sofisticação na administração de um negócio dá muito trabalho e é muito custosa. O sacolão é uma aula de eficiência, de como reduzir a administração a níveis mínimos e manter a lucratividade máxima.

terça-feira, 10 de abril de 2012

IPCA de março e os juros futuros

Foi antes da Páscoa. Esperava-se o IPCA de março em torno de 0,40%, mas veio 0,21%. Nos posts anteriores já alertávamos que o ajuste da inflação está sendo mais rápido do que o preconizado pelos modelos. Para perceber, basta andar nas ruas. Os empresários não conseguem repassar preços. Bom, na quinta-feira os juros futuros cederam mais um pouco, 8,73 (ante 8,75 na véspera) para janeiro de 2013, 9,27 (ante 9,37) para janeiro de 2014 e 9,92 (ante 10,03) para janeiro de 2015. As taxas abaixo de 10% vieram pra ficar, como se pode ver.
Hoje, terça-feira, F13(janeiro) fechou em 8,71, F14(janeiro) em 9,15, F15 (janeiro) em 9,83. Ou seja, parte do mercado já aposta em uma Selic em 8,50%. Eu tenho dúvidas. Não sei qual o poder de fogo de Mantega num universo abaixo de 8,75%. Acho que a partir desse ponto a queda é mais complexa politicamente e independe dos humores do ministro.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Neoliberais negam a desindustrialização

O debate da desindustrialização está bombando nesses dias e vale um post, enquanto o governo cede aos lobbies.
Por trás dos números da desindustrialização — a perda da participação da indústria na renda de um país (e consequente ganho do setor de serviços) — há dois movimentos contraditórios. Por um lado, a redução da indústria pode ser um indicador de que o país está evoluindo e se tornando desenvolvido. Em países ricos, é o setor de serviços que se expande, porque o consumo das famílias passa a ser maior nesse setor. Há cem anos atrás aconteceu o mesmo com o setor da agricultura, numa queda gradativa de sua importância. Por outro, a mesma redução da indústria pode esconder a perda de competitividade da mesma.
Os neoliberais não sabem analisar a competitividade da indústria. Interpretam a desindustrialização como um efeito do crescimento econômico recente do país, moldando-se às economias avançadas. O problema dessa interpretação é que não apresenta medidas para melhorar a competitividade das empresas industriais. O laissez-faire, nesse caso, é danoso, porque o resto do mundo toma, sim, um vasto conjunto de medidas para incentivar aumentos de produtividade e exportações da indústria.
De qualquer forma, escolher setores, a dedo, para favorecer, como tem feito o governo Dilma, é uma opção política perigosa. Elege amigos e declara inimigos. Torna-se um balcão de pedintes de terno e gravata. A alternativa seria desvalorizar o câmbio e fim de papo. Mas é preferível encarar industriais chorões a enfrentar massas populares revoltadas com o aumento da inflação.

Carteira da Fator para abril de 2012

Compõem a carteira: PETR4 (17%), ITUB4 (16%), AMBV4 (10%), RENT3 (12%), Telefônica (VIVT4, 11%), TIMP3 (8%), BRFS3 (8%), CPLE6 (7%), VALE5 (6%) e ALLL3 (5%). Acho que a Brasil Foods tem espaço pra crescer e recuperar suas margens de lucro.  O mesmo espaço encontra a Localiza. Tenho dúvidas sobre a permanência da Ambev na carteira, com o governo insinuando que aumentaria os impostos sobre as bebidas. Copel havia saído de muitas carteiras recomendadas, mas permanece na Fator, provavelmente por seus bons múltiplos, mesmo enfrentando resistências para o aumento do preço da ação, o que não aconteceu com pares como a Tractebel ou a CPFL. A Vale tem uma participação reduzida na carteira — apesar no mercado chinês em desaceleração, a empresa tem bons múltiplos. Por fim, a Tim tem comprovado, pelos resultados, que sua base de assinantes continua crescendo em ritmo forte.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Quartas de volta na Champions 2012

Os favoritos cravaram bons resultados nos jogos de ida e estão praticamente classificados. Mas as apostas seguem boas. Barcelona (1.25) irá se impor sobre o Milan e se classificará. O Bayern (1.25) confirma sua superioridade contra o Marselha. O Chelsea (1.61), superior, ganha o jogo contra o Benfica.  E Real Madrid (1.22) ganha com mais de um gol de vantagem do Apoel. A múltipla paga 3.08.