sexta-feira, 1 de junho de 2012

Quem ganhará a NBA 2012?

Spurs (2.37) ou Heats (2.10)? Ou esperar a reação dos Thunders (5.50) e do Celtics (11.0)? Não é de hoje que o Miami é um time de jogadores individualistas, que não jogam em conjunto, com um técnico que parece não ser respeitado. É a antítese do Spurs, que tem um jogo responsável e colaborativo. Claro que, se Wade e James quiserem o título mesmo, vão levar. Apáticos, os craques perderam o título no ano passado. Talvez a história se repita esse ano ou tenham aprendido a lição. Para saber, só acompanhando passo a passo o jogo deles. Excluo o Celtics porque é inferior, e o Thunders porque não tem a experiência do adversário e isso será cobrado.
Fico com uma aposta combinada, de Spurs ou Heats (1.11) como campeão.

Carteira da XP de junho de 2012

Enfim, a XP parece ter limpado sua carteira de ações de setores combalidos. Eu esperava há algum tempo a exclusão de PETR4 e VALE5 das carteiras recomendadas e agora veio o ajuste. Também esperava a exclusão dos bancos, setor que o governo resolveu atacar. E não sobrou nenhuma ação do setor financeiro no rol sugerido, embora permaneça RDCD3, uma escolha questionável. A área de combustíveis, principalmente do tipo dependente do mercado interno e menos sensível a variação do petróleo, é bem representada por UGPA3. Também se apoiam na força do mercado interno MDIA3, OHLB3, PCAR4 e ALSC3. Ademais a lista indica BRFS3, ainda em bom momento, CSAN3, uma boa opção defensiva, e BRPR3, apostando em nova reação do setor imobiliário comercial por falta de opções de investimento.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Copom em consenso: 8,5%

A reunião de ontem do Copom terminou sem surpresas. A taxa de juros baixou para 8,5%, o texto do comunicado anterior foi mantido e os analistas acham que haverá uma nova redução, no encontro de julho, na mesma magnitude. Nesse caminho previsível, pode ser um bom negócio manter em carteira títulos públicos de longo prazo, como a NTN-B Principal com vencimento em 2035. Pelo menos para aproveitar a queda quase certa de julho.
Os juros de janeiro de 2013 estavam testando, semana passada, o patamar de 7,75%. Essa semana, testaram o piso de 8,0%.  É preciso ficar de olho no câmbio e na produção industrial. Se ambas variáveis subirem, a inflação responderá rapidamente e enfraquecerá a defesa de um juros abaixo de 8%. Minha opinião não mudou: aumento de preço é uma escolha política péssima. Por mais que Dilma ame o crescimento, os argumentos de seus assessores técnicos devem prevalecer.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Ecologia e a salvação pelo mercado

Sexta-feira passada André Lara Resende escreveu sobre os limites do desenvolvimento. E admitiu que surpreendeu seus colegas economistas com o tema, pois pode parecer neo-malthusianismo requentado.
Ora, nem 8 nem 80. O maior problema da ecologia é que justamente não prejudica, no curto prazo, os seres humanos. O planeta segue produzindo porque a maioria das respostas para os percalços ecológicos nascem de soluções de mercado.
É óbvio que é impossível replicar o padrão de consumo dos países ricos globo afora. Ninguém disse que isso seria possível. Talvez as mentes ingênuas ricas olhem para um indiano miserável e queiram acreditar que em poucas décadas ele viverá como um nova iorquino. Os recursos sempre foram escassos. A única coisa que irá acontecer é que eles se tornarão ainda mais escassos. E nessa escassez crescente quem ficou de fora da gastança continuará excluído.
A vida das pessoas não ficará um inferno porque o clima irá mudar. Dificuldades existirão nos piores cenários, mas num nível semelhante às crises de hoje em dia, motivadas por bancos fraudulentos ou governos deficitários.
Coordenar esforços multilaterais de prevenção à mudança climática é extremamente difícil de se fazer num mundo com 200 países e tantos interesses divergentes. Às vezes essa dificuldade é subestimada, o que é algo muito ruim, pois passa a impressão que a resposta global é fácil de ser dada em pouco tempo. A verdade, dura e inaceitável para os ecologistas, é que não haverá resposta global.
Voluntariamente, as pessoas não deixarão seus carros em casa para de ir de bicicleta para o trabalho, nem optarão por não aquecer suas residências. Incentivos no campo ético e com respostas difusas no longo prazo têm resposta ruim em nossas ações. A causa ecológica é o típico motivador que deixamos para o amanhã, principalmente se estiver chovendo e frio hoje. Se estamos num clima muito quente, queremos um ar-condicionado agora e prometemos corrigir nossas vidas no amanhã.
O incentivo mais completo e eficiente é o financeiro. Hoje o preço dos combustíveis já dita quem pode ou não andar de carro. Quem vive na riqueza não sabe disso, mas quem precisa pegar um ônibus lotado ou involuntariamente ir de bicicleta ou a pé para o trabalho sabe muito bem. Se alguém economiza combustível em um país rico, alguém usa essa energia em um país pobre.
A regulamentação internacional funcionando não virá. Alguns países, como já ocorre hoje, impõe regulação ambiental. Quem não impõe acaba se beneficiando de preços mais baratos.
A saída para o imbróglio ambiental é necessariamente de mercado. Lâmpadas eficientes mais baratas, carro elétrico, energia renovável. Se um dos países muito poluidores avançassem na regulamentação desses produtos

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Ativa x Concórdia para 21 a 25 de maio

A Ativa optou novamente por uma carteira defensiva para a semana: CPLE6, BVMF3, AMBV4, TOTS3 e TIMP3. É estranho a presença da Totus, uma presença já muito valorizada. Talvez os analistas antecipem alguma boa notícia para o papel. Também chama a atenção a BM&FBovespa, em pleno cenário baixista de nossos índices.
A Concórdia publica três carteiras. Na dividendos, BBAS3, TRPL4, AMBV4, GOAU4 e CESP6. Na Ibovespa, LREN3, ITUB4, GGBR4, PETR4 e VALE3. E na valor, POMO4, DTEX3, ALLL3, RAPT4 e HGTX3. Muitas ações fora de moda, ao meu ver, saudosistas dos anos passados. São carteiras sem criatividade, mas com fortes riscos. O peso da influência dos commodities é forte, mas sendo uma carteira semanal em dias de pessimismo parece questionável. A presença dos bancos, mesmo perante a cruzada de Dilma, é sorrateiramente curiosa. E a força da composição com ações do varejo, numa economia tão sem resposta como a de hoje, parece um desatino.
A carteira da Ativa parece mais madura.

Vendas do Tesouro Direto em abril de 2012

Sexta-feira a STN divulgou o resultado do Tesouro Direto. Não há novidades. A venda de títulos atrelados ao IPCA continua predominando, com 64,2% (em fevereiro era de 65,6%). E continua forte a preferência por títulos com prazos maiores de 5 anos, 56,8%, no mesmo patamar dos meses anteriores.
Títulos mais longos significam maior exposição ao risco. O título mais seguro, a LFT, não encanta o mercado. Isso significa que boa parte dos investidores do Tesouro Direto não buscam segurança, mas risco/rentabilidade. Não sei até que ponto eles realmente sabem o risco que estão correndo. Boa parte sabe, sem dúvida. As recompras são utilizadas por eles, que mudam suas carteiras conforme a conjuntura. Muitos não são investidores que casarão com esses ativos de longo prazo, parece. O volume de recompras correspondeu a 37,1% do volume de vendas.
De qualquer forma, cumpre adiantar que há pouco espaço para rentabilidades extraordinárias como a de 45,1% nos últimos 12 meses, da NTN-B Principal com vencimento em 15/05/2035. Os títulos de curto prazo já estão trabalhando com uma taxa de juros no patamar de 8,25% (LTN 010114, a 8,30% a.a.).
Quem quer especular com os títulos de longo prazo a dica é não perder de vista nossos dados internos. Inflação, para justificar maiores juros, já possuímos. Só falta nossos indicadores de produtividade industrial reagirem.

Juros e os cenários externo e interno

O  mercado testa o piso de 7,75 para os juros de janeiro de 2013, empurrado conjuntamente pelos cenários externo e interno. Semana passada esses dois agentes estiveram em sintonia, mas nada garante que continue assim nas próximas semanas. A volatilidade vinda dos mercados europeus só tende a aumentar à medida que os impasses políticos da zona do Euro ficam escancarados. E a recuperação brasileira, de vontade endógena, demora a chegar.
Mantega afirma, com recorrência, que temos mais ferramentas do que os países ricos. Em verdade, temos menor pressão fiscal, mas maior pressão inflacionária. São características de nossa economia, hoje. Sabendo dos riscos de uma estagflação no Brasil, é preciso cautela para apostar na tendência baixista dos juros, mesmo com cenários pessimistas no front externo e na produção interna.