terça-feira, 19 de junho de 2012

Quartas de final da Euro 2012

As apostas não estão fáceis. Os favoritos são muito bem conhecidos. As zebras também. O único jogo equilibrado é entre Itália e Inglaterra (2.87), com ligeiro favoritismo para a esquadra azurra. Portugal (1.72) está bem entrosado, mas não terá um jogo tão fácil como dizem as cotações e parece depender demais de Ronaldo. Mais fácil é apostar na Espanha (1.80), que não costuma tropeçar perante times irregulares e desunidos como o francês. A Alemanha (1.33) é a mais favorita diante da Grécia e a disciplina tática alemã está bem rigorosa e não deve decepcionar.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Iene e a promessa de intervenção

O Ministro de Finanças do Japão, Jun Azumi, disse que vai intervir com força no mercado cambial para evitar flutuação excessiva da moeda. O problema é que as palavras dos responsáveis pelas finanças do país, depois de jogadas ao vento por tantas vezes, não colam mais nos ouvidos do mercado.
A dificuldade de intervenções pontuais é que trazem muita confusão aos mercados. Aumentam a incerteza, ao invés de diminuí-la. Ninguém sabe o quanto e o quando. A volatilidade é incrementada, respondendo de forma mais agressiva às notícias. O tiro sai pela culatra.
No caso japonês, só sabemos que o par USD/JPY abaixo de 80 ienes não é desejável. E já estamos algumas semanas abaixo do piso desejado. Mas o governo protela sua indecisão. De qualquer forma, 74,7% dos traders (Oanda) estão longos no par e 25,3% estão curtos, o que significa que as pessoas estão mesmo acreditando nas palavras do ministro. Porém, até as medidas de fato, o iene tende a se valorizar por ser um porto seguro. Aguardemos do lado de fora para tomar nossa posição de quando comprar o par.

Quem ganhará a NBA 2012?

Spurs (2.37) ou Heats (2.10)? Ou esperar a reação dos Thunders (5.50) e do Celtics (11.0)? Não é de hoje que o Miami é um time de jogadores individualistas, que não jogam em conjunto, com um técnico que parece não ser respeitado. É a antítese do Spurs, que tem um jogo responsável e colaborativo. Claro que, se Wade e James quiserem o título mesmo, vão levar. Apáticos, os craques perderam o título no ano passado. Talvez a história se repita esse ano ou tenham aprendido a lição. Para saber, só acompanhando passo a passo o jogo deles. Excluo o Celtics porque é inferior, e o Thunders porque não tem a experiência do adversário e isso será cobrado.
Fico com uma aposta combinada, de Spurs ou Heats (1.11) como campeão.

Carteira da XP de junho de 2012

Enfim, a XP parece ter limpado sua carteira de ações de setores combalidos. Eu esperava há algum tempo a exclusão de PETR4 e VALE5 das carteiras recomendadas e agora veio o ajuste. Também esperava a exclusão dos bancos, setor que o governo resolveu atacar. E não sobrou nenhuma ação do setor financeiro no rol sugerido, embora permaneça RDCD3, uma escolha questionável. A área de combustíveis, principalmente do tipo dependente do mercado interno e menos sensível a variação do petróleo, é bem representada por UGPA3. Também se apoiam na força do mercado interno MDIA3, OHLB3, PCAR4 e ALSC3. Ademais a lista indica BRFS3, ainda em bom momento, CSAN3, uma boa opção defensiva, e BRPR3, apostando em nova reação do setor imobiliário comercial por falta de opções de investimento.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Copom em consenso: 8,5%

A reunião de ontem do Copom terminou sem surpresas. A taxa de juros baixou para 8,5%, o texto do comunicado anterior foi mantido e os analistas acham que haverá uma nova redução, no encontro de julho, na mesma magnitude. Nesse caminho previsível, pode ser um bom negócio manter em carteira títulos públicos de longo prazo, como a NTN-B Principal com vencimento em 2035. Pelo menos para aproveitar a queda quase certa de julho.
Os juros de janeiro de 2013 estavam testando, semana passada, o patamar de 7,75%. Essa semana, testaram o piso de 8,0%.  É preciso ficar de olho no câmbio e na produção industrial. Se ambas variáveis subirem, a inflação responderá rapidamente e enfraquecerá a defesa de um juros abaixo de 8%. Minha opinião não mudou: aumento de preço é uma escolha política péssima. Por mais que Dilma ame o crescimento, os argumentos de seus assessores técnicos devem prevalecer.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Ecologia e a salvação pelo mercado

Sexta-feira passada André Lara Resende escreveu sobre os limites do desenvolvimento. E admitiu que surpreendeu seus colegas economistas com o tema, pois pode parecer neo-malthusianismo requentado.
Ora, nem 8 nem 80. O maior problema da ecologia é que justamente não prejudica, no curto prazo, os seres humanos. O planeta segue produzindo porque a maioria das respostas para os percalços ecológicos nascem de soluções de mercado.
É óbvio que é impossível replicar o padrão de consumo dos países ricos globo afora. Ninguém disse que isso seria possível. Talvez as mentes ingênuas ricas olhem para um indiano miserável e queiram acreditar que em poucas décadas ele viverá como um nova iorquino. Os recursos sempre foram escassos. A única coisa que irá acontecer é que eles se tornarão ainda mais escassos. E nessa escassez crescente quem ficou de fora da gastança continuará excluído.
A vida das pessoas não ficará um inferno porque o clima irá mudar. Dificuldades existirão nos piores cenários, mas num nível semelhante às crises de hoje em dia, motivadas por bancos fraudulentos ou governos deficitários.
Coordenar esforços multilaterais de prevenção à mudança climática é extremamente difícil de se fazer num mundo com 200 países e tantos interesses divergentes. Às vezes essa dificuldade é subestimada, o que é algo muito ruim, pois passa a impressão que a resposta global é fácil de ser dada em pouco tempo. A verdade, dura e inaceitável para os ecologistas, é que não haverá resposta global.
Voluntariamente, as pessoas não deixarão seus carros em casa para de ir de bicicleta para o trabalho, nem optarão por não aquecer suas residências. Incentivos no campo ético e com respostas difusas no longo prazo têm resposta ruim em nossas ações. A causa ecológica é o típico motivador que deixamos para o amanhã, principalmente se estiver chovendo e frio hoje. Se estamos num clima muito quente, queremos um ar-condicionado agora e prometemos corrigir nossas vidas no amanhã.
O incentivo mais completo e eficiente é o financeiro. Hoje o preço dos combustíveis já dita quem pode ou não andar de carro. Quem vive na riqueza não sabe disso, mas quem precisa pegar um ônibus lotado ou involuntariamente ir de bicicleta ou a pé para o trabalho sabe muito bem. Se alguém economiza combustível em um país rico, alguém usa essa energia em um país pobre.
A regulamentação internacional funcionando não virá. Alguns países, como já ocorre hoje, impõe regulação ambiental. Quem não impõe acaba se beneficiando de preços mais baratos.
A saída para o imbróglio ambiental é necessariamente de mercado. Lâmpadas eficientes mais baratas, carro elétrico, energia renovável. Se um dos países muito poluidores avançassem na regulamentação desses produtos

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Ativa x Concórdia para 21 a 25 de maio

A Ativa optou novamente por uma carteira defensiva para a semana: CPLE6, BVMF3, AMBV4, TOTS3 e TIMP3. É estranho a presença da Totus, uma presença já muito valorizada. Talvez os analistas antecipem alguma boa notícia para o papel. Também chama a atenção a BM&FBovespa, em pleno cenário baixista de nossos índices.
A Concórdia publica três carteiras. Na dividendos, BBAS3, TRPL4, AMBV4, GOAU4 e CESP6. Na Ibovespa, LREN3, ITUB4, GGBR4, PETR4 e VALE3. E na valor, POMO4, DTEX3, ALLL3, RAPT4 e HGTX3. Muitas ações fora de moda, ao meu ver, saudosistas dos anos passados. São carteiras sem criatividade, mas com fortes riscos. O peso da influência dos commodities é forte, mas sendo uma carteira semanal em dias de pessimismo parece questionável. A presença dos bancos, mesmo perante a cruzada de Dilma, é sorrateiramente curiosa. E a força da composição com ações do varejo, numa economia tão sem resposta como a de hoje, parece um desatino.
A carteira da Ativa parece mais madura.