Há um fato interessante em psicologia econômica: um número é melhor do que nenhum. O sucesso das metas de inflação em grande parte se deve ao seu aspecto psicológico. Sabemos que a economia é muito instintiva e sensível à incerteza. Quando apresentamos uma meta para a inflação, mesmo que pouco crível, há um escopo considerável de informações que se quer transmitir. Sinaliza-se algo como "sabemos onde nós vamos chegar" ou "temos o conhecimento suficiente para poder chegar a um número" ou ainda "temos ferramentas para alcançar o valor determinado". Se não temos um número, sinalizamos muitas coisas ruins que podem levar a incerteza: "desconheço onde quero chegar", "não dou importância para tal", "não tenho o controle dessa variável", "as ferramentas existentes não funcionam para alcançar a meta". Por isso, é sempre melhor apresentar um número, mesmo sabendo de suas deficiências e sendo consciente da necessidade de ter de se justificar a posteriori de eventuais desvios. Não apresentar ou fugir ao tema é fomentar a incerteza e a insegurança dos agentes econômicos.
Para fugir às especulações, a autoridade econômica deve dizer que tem um número. Nem sempre ela precisa revelar esse número. A revelação também é uma escolha política, porque o agente enfrenta dia a dia uma miríade de lobistas defendendo um ou outro lado do número. Não somos nós que temos de aguentar a choradeira nos balcões do Ministério da Fazenda, mas é perfeitamente compreensível que as autoridades nem sempre optem por expor seus planos. Em princípio, mais informação é sempre melhor, mas há exceções.
Nas finanças pessoais acontece algo muito parecido. As pessoas precisam de números — simples assim. Sem coordenadas elas se perdem. Quando mentalizam algo como "vou alcançar um milhão" elas tem um norte claro que ajuda em suas decisões diárias de consumo e poupança. Sem esse número, as pequenas decisões do presente ficam mais difíceis de serem feitas, o indivíduo se perde em uma confusão de interesses imediatos e pouco alcança no futuro. O mesmo vale para as regras de onde aplicar o dinheiro. Estratégias de bolso do tipo 1/3 em imóveis, 1/3 em ações e 1/3 em renda fixa, ou 1/2 em ações e 1/2 em renda fixa podem trazer conforto mental ao investidor, que não precisa a cada aplicação ter de refazer seus processos decisórios. A decisão de investir não pode ser sofrida, porque desestimularia novos investimentos. Tem de ser simples, para que o prazer de ver o dinheiro crescer sozinho supere os danos de ver que ele poderia ter crescido mais em outra aplicação.
É claro que as metas tem de ser das variáveis corretas. Em finanças pessoais, muitos miram em metas de rentabilidade, mas se trata de uma variável que os agentes não tem nenhum controle. A alternativa é buscar variáveis que se tem melhor controle. A mensuração de rentabilidades a partir de uma algum benchmark ou rentabilidade de mercado é uma tentativa de trazer mais controle às suas mãos.
O governo enfrenta problemas similares ao estipular suas metas. Ele pode não querer definir uma meta de crescimento econômico, porque não é uma variável que ele tenha controle saudável. Quando você tenta estabelecer metas para algo que não tem controle, a consequência é a ansiedade e a depressão, porque somos punidos e recompensados aleatoriamente, sem vínculo com nossas ações. Por fim, os agentes desconfiam do governo quando ele tenta missões impossíveis, pois sabem que buscará fugir das regras do jogo (roubar, no sentido figurado) para alcançá-las.
Um pouco de economia e muitas discussões sobre risco e lucro. Pequenos negócios, ações, títulos públicos, operações cambiais e mercados de prognósticos esportivos.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Ações recomendadas pelo BofA para 2013
Poucos são aqueles que tem o poder de concretizar suas autoprofecias como o BofA. Portanto, merece um olhar mais atento as recomendações para 2013. A diversificação está nos setores e evitam-se small caps. A lista é composta por BVMF3, BRPR3, PCAR4, CSAN3, EMBR3, ITUB4, KLBN4, KROT3, MILS3, SBSP3, SUZB5. A lista é muito bem construída, mas tenho um pé atrás com a continuidade do crescimento da Kroton, porém como há muita diversificação, o risco está bastante diluído e dificilmente a área educacional será assaltada por surpresas. Ademais, a exposição a conjuntura externa é relativamente baixa e as empresas expostas tem forte potencial de reação.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Melhor título do Tesouro Direto para dezembro de 2012
A queda de braço entre o mercado e o COPOM continua. Embora a ata tenha sido explícita no tocante ao fim do ciclo de redução da taxa de juros, até abril de 2014 o mercado futuro aponta para juros abaixo de 7,25. Mesmo com tantas medidas, é difícil acreditar que o país volte a crescer com taxas altas, como o governo quer. É preciso aceitar que 2% a 3% de crescimento é bom. O desafio é imaginar um cenário em que os juros passem a aumentar novamente no governo Dilma. Acho que os juros de janeiro de 2016 e janeiro de 2017, hoje na casa dos 8%, baixarão para a casa dos 7% nos próximos meses. Isso mantém a oportunidade para apostar nos títulos prefixados, como a LTN, com tais prazos. O risco de tal aposta é apenas a argentinização da nossa economia. Mas Dilma escuta o empresariado e pondera. Não é um governo impulsivo na área econômica, como muitos analistas acusam. Os ajustes para reduzir as margens de lucro de alguns setores eram facilmente previsíveis, mesmo porque, durante muito tempo, lucraram às custas do governo.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Meta-análise dezembro 2012
A campeã Souza Barros, nossa preferida, continua em sua toada de mercado interno, com AMBV4, CCRO3, NATU3, TBLE3 e LREN3. Minha única objeção é Tractebel, pelos mesmos motivos que rejeito a Coelce — não há garantia que o apetite interventor do governo tenha se encerrado. A cearense COCE5 entrou na carteira da Ativa, junto de LREN3, AUTM3, ITUB4 e VALE5, que busca não escapar demais do Ibovespa. A carteira é um pouco parecida com a da SLW (PETR4, RAPT4, VALE5, BRFS3 e COCE5), mas esta ficará mais colada ao Ibovespa.
A XP segue sui generis, com ITUB4, CTIP3, CSAN3, BRIN3 e PDGR3. Parece menos arriscada do que nos meses anteriores. Também se restringiu ao mercado interno a Bradesco (ABCB4, BVMF3, RADL3, BBRK3 e TOTS3). É estranha a participação da BVMF3, perante ameaça de concorrência e da quebra na Colômbia.
É curiosa a carteira da Planner, toda baseada em contratendência. Se não bastasse o pior desempenho no ano, optou por cinco ações com desempenho negativo no mês anterior (PETR4, EZTC3, OHLB3, FLRY3 e TOTS3). Do lado oposto, a Santander continua com apostas gráficas de tendência, com QUAL3, KROT11, IMCH3, SBSP3 e VALE5. A campeã de ensino universitário também está na carteira da Geração Futuro, ao lado de VALE5, PCAR4, LREN3 e UGPA3.
Por último, vale citar as carteiras equilibradas da Citi (CCRO3, BRFS3, TOTS3, EVEN3 e VALE5) e da Octo (PETR4, JHSF3, BBAS3, DTEX3 e GRND3).
No entanto, custo a entender a sugestão da Petrobras em três carteiras. A probabilidade do governo ser benevolente com os lucros da petrolífera parece cada vez mais remota. De qualquer forma, apareceram mais small e medium caps em dezembro, talvez na luta por vencer benchmarks improváveis.
A XP segue sui generis, com ITUB4, CTIP3, CSAN3, BRIN3 e PDGR3. Parece menos arriscada do que nos meses anteriores. Também se restringiu ao mercado interno a Bradesco (ABCB4, BVMF3, RADL3, BBRK3 e TOTS3). É estranha a participação da BVMF3, perante ameaça de concorrência e da quebra na Colômbia.
É curiosa a carteira da Planner, toda baseada em contratendência. Se não bastasse o pior desempenho no ano, optou por cinco ações com desempenho negativo no mês anterior (PETR4, EZTC3, OHLB3, FLRY3 e TOTS3). Do lado oposto, a Santander continua com apostas gráficas de tendência, com QUAL3, KROT11, IMCH3, SBSP3 e VALE5. A campeã de ensino universitário também está na carteira da Geração Futuro, ao lado de VALE5, PCAR4, LREN3 e UGPA3.
Por último, vale citar as carteiras equilibradas da Citi (CCRO3, BRFS3, TOTS3, EVEN3 e VALE5) e da Octo (PETR4, JHSF3, BBAS3, DTEX3 e GRND3).
No entanto, custo a entender a sugestão da Petrobras em três carteiras. A probabilidade do governo ser benevolente com os lucros da petrolífera parece cada vez mais remota. De qualquer forma, apareceram mais small e medium caps em dezembro, talvez na luta por vencer benchmarks improváveis.
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Melhor título do Tesouro Direto para novembro de 2012
Nada de novo na economia de outubro para novembro de 2012. Faltam poucos dias para a próxima reunião do COPOM, em 27 e 28 de novembro. A dúvida é se a Selic desce já para 7,0% ou se é postergada uma nova queda de um quarto percentual. Embora os economistas apontem para a permanência em 7,25%, os investidores no mercado de juros futuros estão bem divididos: há semanas a taxa pouco oscila em torno de 7,10%, mostrando que a maior parte dos traders acredita em uma queda agora. Minha aposta é de queda. Os votos surpreenderam na última reunião e não há porque imaginar qualquer mudança de tendência dos votantes, tendo em vista que os cenários econômicos são basicamente os mesmos. Assim sendo, para quem quer especular, títulos indexados de prazos curtos, até a próxima eleição, podem ser uma boa pedida, como as LTNs com vencimento em janeiro de 2013 e janeiro de 2014.
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
As polêmicas apostas políticas
Em seu blogue (04/11/12), Paul Krugman, um defensor escancarado de Mitt Romney, duvidou da eficiência do mercado de apostas como preditor das eleições. Ele escreve não ser fã da sabedoria das multidões (the wisdom of crowds). E cita duas razões para tal: i) os apostadores usam do mesmo universo de informações dos não-apostadores em suas análises; e ii) alguns apostadores colocam o dinheiro em candidatos que eles querem que ganhe e não em quem eles realmente acham que vão ganhar.
Os argumentos de Krugman são péssimos. A concepção de que o universo de informações é o mesmo, ainda que razoável, é enganadora. Por vários motivos. Os apostadores não escolheram apenas entre Romney e Obama para a presidência do país, mas como vencedor nos Estados específicos. E aí a proximidade da fonte das informações influencia muito. Tendo em vista que as pesquisas nos estados que poderiam mudar de vencedor dão margem para a dúvida, pois a margem de erro abria a possibilidade de vitória dos dois candidatos, elas fornecem apenas a informação de que naquele determinado Estado o vencedor está indefinido. Mas o morador de Nevado ou Iowa tem acesso a informações que um acadêmico novaiorquino leitor de jornais e atento a pesquisas não tem: ele sabe quem está com preguiça de ir votar, quem mudou de opinião, quem é indeciso. Não há dúvida que em nível local o apostador pode controlar mais informações e, com inteligência, fazer bom uso delas.
Outro problema é que as pesquisas de opinião muitas vezes são viesadas a favor de um ou outro candidato, por meio de técnicas de metodologia ou por simples manipulação. Um apostador não tem porque alterar o resultado de suas pesquisas, pois ele está realmente interessado em saber quem irá ganhar e não tem como objetivo influenciar as pessoas. A mentira, para um apostador, não interessa.
Uma terceira questão é quanto ao uso da informação. Um apostador, ao colocar dinheiro de seu próprio bolso, tem muito interesse em explorar todo o universo de informações existentes. Ou seja, ele de fato usa as informações e as busca. Outra pessoa, um jornalista ou um palpiteiro qualquer, ainda que tenha acesso à informação, pode não buscá-la de fato, por falta de interesse em assim fazê-lo. Uma palavra errada de um jornalista que busca predizer algo será facilmente esquecida por seus leitores e o custo de errar uma previsão para um não-apostador é muito baixo. Ao contrário, o apostador tem um custo direto em errar sua previsão e fará de tudo para não fazê-lo. E o apostador não pode se escorar em margens de erro, como fazem as pesquisas. Se ele errar, terá prejuízo.
Por fim, é preciso reconhecer que existem apostadores não profissionais, por lazer, que de fato apostam para quem eles querem que ganhe. É uma forma de tornar mais emocionante a disputa. No caso das eleições, torna-se prazeroso acompanhar o seu candidato e torcer para que ganhe na reta final. Esse comportamento, no entanto, não está presente na maioria dos apostadores. Mesmo se esse tipo de aposta viesada fosse a norma, não deixaria de servir como uma pesquisa de opinião, tendo em vista que revela os votos das massas indiretamente.
Por tudo isso, apostar em política é muito interessante. Mas o apostador acostumado com eventos esportivos deve estar atento às peculiaridades das estatísticas e cotações, tendo em vista que a probabilidade contida nos preços pode sinalizar, com maior segurança, os resultados finais. Em outras palavras, no caso de francos favoritos, as probabilidade corretas do mundo real podem ser mais altas do que as probabilidades do mundo das apostas. Se existe algum viés nas probabilidades das casas de apostas, é sempre em prol dos não favoritos. Isso Krugman não foi capaz de reconhecer, pois seria admitir a influência de sua emoção e sua irracionalidade em sua análise, algo condenável para um economista de sua estirpe.
Os argumentos de Krugman são péssimos. A concepção de que o universo de informações é o mesmo, ainda que razoável, é enganadora. Por vários motivos. Os apostadores não escolheram apenas entre Romney e Obama para a presidência do país, mas como vencedor nos Estados específicos. E aí a proximidade da fonte das informações influencia muito. Tendo em vista que as pesquisas nos estados que poderiam mudar de vencedor dão margem para a dúvida, pois a margem de erro abria a possibilidade de vitória dos dois candidatos, elas fornecem apenas a informação de que naquele determinado Estado o vencedor está indefinido. Mas o morador de Nevado ou Iowa tem acesso a informações que um acadêmico novaiorquino leitor de jornais e atento a pesquisas não tem: ele sabe quem está com preguiça de ir votar, quem mudou de opinião, quem é indeciso. Não há dúvida que em nível local o apostador pode controlar mais informações e, com inteligência, fazer bom uso delas.
Outro problema é que as pesquisas de opinião muitas vezes são viesadas a favor de um ou outro candidato, por meio de técnicas de metodologia ou por simples manipulação. Um apostador não tem porque alterar o resultado de suas pesquisas, pois ele está realmente interessado em saber quem irá ganhar e não tem como objetivo influenciar as pessoas. A mentira, para um apostador, não interessa.
Uma terceira questão é quanto ao uso da informação. Um apostador, ao colocar dinheiro de seu próprio bolso, tem muito interesse em explorar todo o universo de informações existentes. Ou seja, ele de fato usa as informações e as busca. Outra pessoa, um jornalista ou um palpiteiro qualquer, ainda que tenha acesso à informação, pode não buscá-la de fato, por falta de interesse em assim fazê-lo. Uma palavra errada de um jornalista que busca predizer algo será facilmente esquecida por seus leitores e o custo de errar uma previsão para um não-apostador é muito baixo. Ao contrário, o apostador tem um custo direto em errar sua previsão e fará de tudo para não fazê-lo. E o apostador não pode se escorar em margens de erro, como fazem as pesquisas. Se ele errar, terá prejuízo.
Por fim, é preciso reconhecer que existem apostadores não profissionais, por lazer, que de fato apostam para quem eles querem que ganhe. É uma forma de tornar mais emocionante a disputa. No caso das eleições, torna-se prazeroso acompanhar o seu candidato e torcer para que ganhe na reta final. Esse comportamento, no entanto, não está presente na maioria dos apostadores. Mesmo se esse tipo de aposta viesada fosse a norma, não deixaria de servir como uma pesquisa de opinião, tendo em vista que revela os votos das massas indiretamente.
Por tudo isso, apostar em política é muito interessante. Mas o apostador acostumado com eventos esportivos deve estar atento às peculiaridades das estatísticas e cotações, tendo em vista que a probabilidade contida nos preços pode sinalizar, com maior segurança, os resultados finais. Em outras palavras, no caso de francos favoritos, as probabilidade corretas do mundo real podem ser mais altas do que as probabilidades do mundo das apostas. Se existe algum viés nas probabilidades das casas de apostas, é sempre em prol dos não favoritos. Isso Krugman não foi capaz de reconhecer, pois seria admitir a influência de sua emoção e sua irracionalidade em sua análise, algo condenável para um economista de sua estirpe.
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Carteira recomendada para novembro 2012
A carteira da XP continua, no mínimo, esquisita, e não à toa tem o segundo pior desempenho das dez avaliadas. Constam CTIP3, IMCH3, OHLB3, ITUB4 e CSAN3. De qualquer forma, deve se alinhar mais ao Ibovespa, pois aumentou a liquidez da carteira. Outra carteira com desempenho ruim no ano é a da Planner, com BBDC4, PETR4, VIVT4, PCAR4 e FLRY3. Nenhuma aposta arriscada e uma tentativa de colar no Ibovespa para não ficar ainda pior.
A Souza Barros, nossa preferida dos últimos meses, continua centrando suas apostas no mercado interno: AMBV4, CCRO3, HGTX3, NATU3 e TBLE3. Estranho é somente a presença da Tractebel, em um setor que ainda se encontra em processo de reencontro. Mas a orientação da carteira é sólida. Outra carteira com vistas ao feijão com arroz é a da Bradesco: ABCB4, AEDU3, BRPR3, BVMF3 e VIVT4, sem alterações quanto ao mês anterior. Ainda com foco no mercado interno, a Santander sugere CSAN3, QUAL3, KROT11, LREN3 e MULT3.
As outras corretoras também focalizaram o mercado interno, mas não com tanta ênfase. A carteira menos alinhada é a da Octo: BBDC4, VALE5, CCRO3, GGBR4 e DTEX3. Fortemente ancorada no Ibovespa, com muitas blue chips e uma concentração irrazoável em ferro e aço, além de uma aposta quiçá tardia em construção civil. A Ativa também arriscou introduzir uma ação de banco, ITUB4, em sua carteira, junto a VALE5, KROT11, LREN3 e TECN3. A Vale também está presente na Geração Futuro, ao lado de LREN3, KROT11, WEGE3 e AMBV3, uma carteira bastante parecida com a da Ativa.
A Citi trocou o minério pelo combustível, carregando a carteira com PETR4 e SMTO3, além de SBSP3, CCRO3 e AMBV4. A Petrobras também está na corajosa carteira da SLW, que aposta em retrações, tendo em vista que quatro dos cinco papéis tiveram desempenho negativo no mês anterior: PETR4, RAPT4, CTIP3 e MMXM3. O quinto papel sugerido é LREN3, que vive um bom momento pela lucratividade revelada no último balanço.
É difícil apostar numa reação fantasmagórica da economia mundial e tampouco num governo amantegado saciado de intervenções. Além disso é preciso ser cauteloso com balanços heroicos, como das educacionais. Resta-nos empresas sólidas, baseadas de fato em bons fundamentos. Por isso, ficamos com a carteira da Souza Barros e, como segunda opção, da Citi.
A Souza Barros, nossa preferida dos últimos meses, continua centrando suas apostas no mercado interno: AMBV4, CCRO3, HGTX3, NATU3 e TBLE3. Estranho é somente a presença da Tractebel, em um setor que ainda se encontra em processo de reencontro. Mas a orientação da carteira é sólida. Outra carteira com vistas ao feijão com arroz é a da Bradesco: ABCB4, AEDU3, BRPR3, BVMF3 e VIVT4, sem alterações quanto ao mês anterior. Ainda com foco no mercado interno, a Santander sugere CSAN3, QUAL3, KROT11, LREN3 e MULT3.
As outras corretoras também focalizaram o mercado interno, mas não com tanta ênfase. A carteira menos alinhada é a da Octo: BBDC4, VALE5, CCRO3, GGBR4 e DTEX3. Fortemente ancorada no Ibovespa, com muitas blue chips e uma concentração irrazoável em ferro e aço, além de uma aposta quiçá tardia em construção civil. A Ativa também arriscou introduzir uma ação de banco, ITUB4, em sua carteira, junto a VALE5, KROT11, LREN3 e TECN3. A Vale também está presente na Geração Futuro, ao lado de LREN3, KROT11, WEGE3 e AMBV3, uma carteira bastante parecida com a da Ativa.
A Citi trocou o minério pelo combustível, carregando a carteira com PETR4 e SMTO3, além de SBSP3, CCRO3 e AMBV4. A Petrobras também está na corajosa carteira da SLW, que aposta em retrações, tendo em vista que quatro dos cinco papéis tiveram desempenho negativo no mês anterior: PETR4, RAPT4, CTIP3 e MMXM3. O quinto papel sugerido é LREN3, que vive um bom momento pela lucratividade revelada no último balanço.
É difícil apostar numa reação fantasmagórica da economia mundial e tampouco num governo amantegado saciado de intervenções. Além disso é preciso ser cauteloso com balanços heroicos, como das educacionais. Resta-nos empresas sólidas, baseadas de fato em bons fundamentos. Por isso, ficamos com a carteira da Souza Barros e, como segunda opção, da Citi.
Assinar:
Postagens (Atom)