As carteiras mudaram um pouco mais do que o normal em maio, em um movimento inverso ao mês anterior, aumentando, agora, o espaço para as blue chips.
A Ativa, que tinha resolvido entrar na bolha das faculdades no mês passado, excluiu AEDU abrindo espaço para AMBV3, ao lado das persistentes LREN3, ITUB4 e VALE5 e da experimentação com KLBN4. Chama a atenção a persistência da mineradora, o que também ocorre na carteira da Octo, que a manteve junto de BVMF3 e ITUB4, recuperou SUZB5 do mês retrasado e aumentou a exposição às blue chips, incluindo AMBV4 e retirando KROT3 e EZTC3. As duas carteiras promoveram mudanças semelhantes.
A Santander acredita com muita fé em suas apostas. É a única corretora que ainda manteve CSAN3 e KROT3, ao lado de PCAR4, ITSA4 e EZTC3.
A Souza Barros, que no mês passado havia fugido de ações que o mercado às vezes considera caras, como AMBV3 e TOTS3, e tinha acrescentado opções perigosas como OIBR4, levou um tombo no desempenho de abril que pode comprometer seu ranking no ano. Excluiu a telefônica e um banco, para montar a carteira com CTIP3, ARTR3, BRFS3, CIEL3 e RENT3. Parece uma aposta gráfica, talvez não muito "sadia", tendo em vista o crescimento forte da Brasil Foods e da Cielo no mês que se passou.
A Totus, apesar da queda em abril, manteve-se na carteira da Planner, compartilhada com BRPR3 e TAEE11, além das recém introduzidas ITUB4 e ALSC3, no lugar de ações de mercado interno, como SMTO3 e CRUZ3.
A carteira da Citi passou por uma revolução. Manteve apenas ITUB4, excluiu BRFS3, CCRO3, EVEN3 e TIMP3, para abrir espaço para PETR4, CSAN3, LPSB3 e TBLE3. A mudança em prol de small e medium caps é curiosa, tendo em vista a tradição de poucas apostas da Citi e a contramão do mercado nesse mês.
Também ouve revolução na SLW, que só manteve DASA3, para não assustar com tantas trocas, e trouxe BBAS3 (no lugar de Bradesco), MYPK3, BEEF3 e BRML3.
A Bradesco montou uma carteira pra mostrar que não tem medo de ações caras: incluiu, no mesmo lote, HYPE3, RADL3 e ESTC3, ao lado de blue chips como BVMF3 e GGBR4, para amenizar.
A Geração Futuro, acertou a mão no mês passado ao congelar sua carteira e, talvez por isso, só trocou LREN3 por RAPT4, junto de ITUB4, KROT3, CIEL3 e UGPA3.
Quanto a XP, a verdade de suas apostas especulativas se mostrou no mês passado, com o pior desempenho mensal que anulou os bons ganhos anuais. Baixaram a bola e diminuíram as maluquices. Agora até parece uma carteira comum: ITUB4, PETR4, VLID3, BRML3 e CGRA4.
Um pouco de economia e muitas discussões sobre risco e lucro. Pequenos negócios, ações, títulos públicos, operações cambiais e mercados de prognósticos esportivos.
segunda-feira, 13 de maio de 2013
terça-feira, 7 de maio de 2013
Apostando contra arbitradores
Nas casas de apostas, os ajustes iniciais das cotações devem ser os mais rápidos possíveis para os donos do negócio não perderem dinheiro. É claro que geralmente as comissões são tão altas que mesmo uma administração passiva consegue ter lucro. Outras vezes, para quem faz arbitragem, algumas casas simplesmente não honram seus compromissos.
Uma estratégia possível de ser explorada é oferecer cotações eventualmente fora do equilíbrio para lucrar com os investimentos dos arbitradores. Imagine uma casa, a Bobobet, que oferece a cotação 3.60 para um time cuja cotação real, de equilíbrio, seja de 3.40. Lembre-se que você tem de pagar 5% de comissão sobre os ganhos líquidos, que neste caso serão R$ 0,12 a cada R$ 3,40 ganhos. Nessa situação você pode oferecer cotações no intervalo de 3.53 a 3.59 a favor, aguardando que alguém aposte contra para se aproveitar de alguma oportunidade de arbitragem. Não se esqueça que o arbitrador também terá de pagar sua comissão. Se for de 5%, em uma aposta de 3.60, terá de pagar R$ 0,02 aproximadamente. O que nos resta, portanto, é um intervalo pequeno para explorar (de 3.53 a 3.57), mesmo para uma aparentemente grande diferença entre as cotações.
É importante, para quem abarcar esta estratégia, saber reduzir suas comissões pagas até o mínimo possível. É preciso saber calcular corretamente a comissão paga para não comprometer seu lucro de longo prazo.
Uma estratégia possível de ser explorada é oferecer cotações eventualmente fora do equilíbrio para lucrar com os investimentos dos arbitradores. Imagine uma casa, a Bobobet, que oferece a cotação 3.60 para um time cuja cotação real, de equilíbrio, seja de 3.40. Lembre-se que você tem de pagar 5% de comissão sobre os ganhos líquidos, que neste caso serão R$ 0,12 a cada R$ 3,40 ganhos. Nessa situação você pode oferecer cotações no intervalo de 3.53 a 3.59 a favor, aguardando que alguém aposte contra para se aproveitar de alguma oportunidade de arbitragem. Não se esqueça que o arbitrador também terá de pagar sua comissão. Se for de 5%, em uma aposta de 3.60, terá de pagar R$ 0,02 aproximadamente. O que nos resta, portanto, é um intervalo pequeno para explorar (de 3.53 a 3.57), mesmo para uma aparentemente grande diferença entre as cotações.
É importante, para quem abarcar esta estratégia, saber reduzir suas comissões pagas até o mínimo possível. É preciso saber calcular corretamente a comissão paga para não comprometer seu lucro de longo prazo.
Montando a curva de velocidade das apostas acumuladas
As apostas ocorrem em um período de tempo delimitado. São lançadas pelas casas de apostas poucos dias antes dos eventos e só acabam quando há o apito final. É importante ter ciência de onde você está se metendo. É preciso conhecer como o volume de apostas se comporta com o passar do tempo. Aprenda a responder a tal pergunta e achar os seguintes coeficientes, o volume médio e o volume esperado de apostas para determinado jogo, para que possa identificar alguma atipicidade.
Em tempo, é preciso dizer, é claro, que o objetivo do apostador é sempre detectar alguma anomalia no mercado para se aproveitar dela. Os índices de volume variando no tempo, uma medida de velocidade, te permite acompanhar as estranhezas. Mais questões precisam ser respondidas: será que o volume de apostas ao vivo é condizente? Houve algum percentual incomum de apostas antecipadas? (por exemplo, um dia antes do evento esperado já houve um acúmulo muito alto de apostas). A mudança dos volumes esperados foi acompanhada de mudanças nas cotações? Se houve ajuste nos preços de equilíbrio, eles foram a causa ou a consequência das alterações nos volumes?
O volume geralmente é uma variável subestimada na análise dos mercados financeiros. No mundo das apostas esportivas não é diferente. Poucas pessoas sequer prestam atenção nele. Para a maioria é como se não existisse. Aproveite essa miopia do mercado a seu favor.
Em tempo, é preciso dizer, é claro, que o objetivo do apostador é sempre detectar alguma anomalia no mercado para se aproveitar dela. Os índices de volume variando no tempo, uma medida de velocidade, te permite acompanhar as estranhezas. Mais questões precisam ser respondidas: será que o volume de apostas ao vivo é condizente? Houve algum percentual incomum de apostas antecipadas? (por exemplo, um dia antes do evento esperado já houve um acúmulo muito alto de apostas). A mudança dos volumes esperados foi acompanhada de mudanças nas cotações? Se houve ajuste nos preços de equilíbrio, eles foram a causa ou a consequência das alterações nos volumes?
O volume geralmente é uma variável subestimada na análise dos mercados financeiros. No mundo das apostas esportivas não é diferente. Poucas pessoas sequer prestam atenção nele. Para a maioria é como se não existisse. Aproveite essa miopia do mercado a seu favor.
Lucrando com preços de equilíbrio estáveis e grandes volumes
Imagine uma situação em que as cotações parecem congeladas, algo como 1.43 a favor e 1.44 contra ou 1.08 e 1.09. Você já acompanhou os gráficos para identificar alguma tendência, mas não encontrou nada de interessante. O que fazer agora? Uma simples estratégia é ter paciência e ficar na fila.
Faça uma aposta a favor de 1.44 e contra de 1.43 e aguarde o fechamento dos negócios. Mas você necessita tomar alguns cuidados. Jamais deixe a aposta aberta, pois caso contrário a comissão paga arruinará seu negócio no longo prazo. A tentação de deixar a bola rolar para ver o que acontece por certo significa prejuízo. Se o mercado se mexer para o lado errado, também cancele a aposta o quanto antes. Parte de seus lucros serão necessários para pagar os movimentos inesperados do mercado.
Use indicadores de circulação de apostas para saber se o tamanho da fila é ou não é impeditivo. A ideia é descobrir se a sua fila anda rápido ou devagar. Simplesmente divida o montante total já apostado pelo montante presente na fila, a favor e contra, na sua cotação de equilíbrio, no caso de jogos com cotações baixas e mais estáveis. No caso de jogos com cotações altas, como 1.8 ou 2.0, convém somar as propostas de a favor e contra adjacentes, aproximando-as ao valor de equilíbrio como uma medida de circulação do mercado.
Faça uma aposta a favor de 1.44 e contra de 1.43 e aguarde o fechamento dos negócios. Mas você necessita tomar alguns cuidados. Jamais deixe a aposta aberta, pois caso contrário a comissão paga arruinará seu negócio no longo prazo. A tentação de deixar a bola rolar para ver o que acontece por certo significa prejuízo. Se o mercado se mexer para o lado errado, também cancele a aposta o quanto antes. Parte de seus lucros serão necessários para pagar os movimentos inesperados do mercado.
Use indicadores de circulação de apostas para saber se o tamanho da fila é ou não é impeditivo. A ideia é descobrir se a sua fila anda rápido ou devagar. Simplesmente divida o montante total já apostado pelo montante presente na fila, a favor e contra, na sua cotação de equilíbrio, no caso de jogos com cotações baixas e mais estáveis. No caso de jogos com cotações altas, como 1.8 ou 2.0, convém somar as propostas de a favor e contra adjacentes, aproximando-as ao valor de equilíbrio como uma medida de circulação do mercado.
Como apostar em gaps
Certos jogos, geralmente os de baixa ou média liquidez, possuem gaps grandes entre as opções de apostas a favor (back) ou contra (lay). Imagine a seguinte situação: 1.42 a favor e 1.56 contra. Nesse caso, você pode inserir duas apostas: a favor, 1.55 e contra 1.43. Caso as apostas se concretizem, você consegue um lucro bruto de 12 pontos. Claro que não é tão fácil quanto parece, pois a tendência, quando se aproxima a partida, é o gap se fechar aos poucos até chegar à cotação de equilíbrio, sem que tenha havido um número significativo de apostas no intervalo.
Para achar a cotação de equilíbrio utilize uma casa de apostas grande, como Bet365, Bwin ou Pinnacle e aplique a comissão implícita cobrada. Existe, necessariamente, lucro no longo prazo na operação de fechar gaps, salvo se houver erro sistemático na modelagem das casas de apostas. Porém se você descobrir tal erro, fazendo os corretos estudos estatísticos, pode aproveitá-lo para seu próprio benefício.
Podemos, para nosso auxílio, criar um índice para mensurar a qualidade do gap:
QUALIDADE DO GAP= Variação da cotação x Totalização do montante apostado x Raiz cúbica do valor absoluto.
A variação da cotação é simplesmente uma medida de distância entre as cotações, mensurada num intervalo de 0 a 1 (simplesmente use as probabilidades das cotações para seus cálculos). A totalização do montante apostado também ocorre num intervalo de 0 a 1, sendo 1 o total apostado antes do início do jogo. Ademais usamos a raiz cúbica do total apostado com o intuito de preferir jogos com um volume absoluto de apostas grande, pois nesses casos as probabilidades de convergência para as cotações de equilíbrio são muito maiores.
Para achar a cotação de equilíbrio utilize uma casa de apostas grande, como Bet365, Bwin ou Pinnacle e aplique a comissão implícita cobrada. Existe, necessariamente, lucro no longo prazo na operação de fechar gaps, salvo se houver erro sistemático na modelagem das casas de apostas. Porém se você descobrir tal erro, fazendo os corretos estudos estatísticos, pode aproveitá-lo para seu próprio benefício.
Podemos, para nosso auxílio, criar um índice para mensurar a qualidade do gap:
QUALIDADE DO GAP= Variação da cotação x Totalização do montante apostado x Raiz cúbica do valor absoluto.
A variação da cotação é simplesmente uma medida de distância entre as cotações, mensurada num intervalo de 0 a 1 (simplesmente use as probabilidades das cotações para seus cálculos). A totalização do montante apostado também ocorre num intervalo de 0 a 1, sendo 1 o total apostado antes do início do jogo. Ademais usamos a raiz cúbica do total apostado com o intuito de preferir jogos com um volume absoluto de apostas grande, pois nesses casos as probabilidades de convergência para as cotações de equilíbrio são muito maiores.
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Não desanime com infortúnios no final do jogo
Acontece comigo e deve acontecer o mesmo com todos os apostadores amadores. Você acompanha a partida inteira e tem a certeza de que sua aposta foi um bom negócio. O seu time escolhido corresponde às suas expectativas e o time adversário não apresenta perigos. Você fez algum tipo de aposta de que não pode ocorrer mais gols e se alivia quando chegam os 35 minutos do segundo tempo e tudo parece encaminhado. De repente surge um gol e seu castelo de cartas desmorona.
No final é que mora a ilusão. Não se esqueça que a probabilidade de ocorrência de um gol, nesse momento (após 80 minutos de jogo), é de aproximadamente 30%, ou três em cada dez jogos. Mesmo aos 40 minutos do segundo tempo não é hora de comemorar: 16% das partidas assinalam gols após esse período.
O problema que eu quero apontar é o custo psicológico desses gols, que só é piorado quando não conhecemos de cor as estatísticas corretas. Um gol no final da partida é um golpe no coração de qualquer apostador. Eu,em particular, me sinto triste e injustiçado. Atribuo unicamente tais gols ao meu azar, mas é raro quando me lembro que esses gols já aconteceram quando eu precisava deles e tive, então, sorte. O perigo é a desestabilização mental, tão cara aos apostadores.
Se você não for capaz de aceitar os gols finais, uma boa alternativa é encerrar suas apostas aos 35 minutos do segundo tempo. Os oitenta minutos de jogo, a essa altura, já devem ter sido suficientes para comprovar se seu palpite era bom ou ruim. Mas se você gosta de adrenalina, sugiro que estude com afinco as estatísticas específicas dos minutos finais, que parecem guardar segredos e revelar regras próprias.
No final é que mora a ilusão. Não se esqueça que a probabilidade de ocorrência de um gol, nesse momento (após 80 minutos de jogo), é de aproximadamente 30%, ou três em cada dez jogos. Mesmo aos 40 minutos do segundo tempo não é hora de comemorar: 16% das partidas assinalam gols após esse período.
O problema que eu quero apontar é o custo psicológico desses gols, que só é piorado quando não conhecemos de cor as estatísticas corretas. Um gol no final da partida é um golpe no coração de qualquer apostador. Eu,em particular, me sinto triste e injustiçado. Atribuo unicamente tais gols ao meu azar, mas é raro quando me lembro que esses gols já aconteceram quando eu precisava deles e tive, então, sorte. O perigo é a desestabilização mental, tão cara aos apostadores.
Se você não for capaz de aceitar os gols finais, uma boa alternativa é encerrar suas apostas aos 35 minutos do segundo tempo. Os oitenta minutos de jogo, a essa altura, já devem ter sido suficientes para comprovar se seu palpite era bom ou ruim. Mas se você gosta de adrenalina, sugiro que estude com afinco as estatísticas específicas dos minutos finais, que parecem guardar segredos e revelar regras próprias.
domingo, 14 de abril de 2013
Carteira recomendada para abril de 2013
Para abril, as corretoras parecem aprofundar as estratégias já comentadas do mês passado: persistência no mercado interno e redução do espaço para as blue chips.
A Ativa resolveu apostar na celulose e se render à bolha das faculdades, incluindo KLBN4 e AEDU, ao lado de LREN3, ITUB4 e VALE5. Chama a atenção a persistência da mineradora, o que também ocorre na carteira da Octo, que a manteve junto de BVMF3, trocou BBDC4 por ITUB4, BRML4 por EZTC3, descartou a celulose de SUZB5 e também se rendeu ao ensino superior com KROT3. A Vale enfim saiu da carteira da Santander, dando lugar a RAPT4, ao lado de PCAR4, KROT3, EVEN3 e CSAN3. É a única corretora que ainda manteve a Cosan.
A Souza Barros fugiu de ações que o mercado às vezes considera caras, como AMBV3 e TOTS3, manteve ARTR3, ITUB4 e RENT3, sugestões seguras, mas acrescentou as temerárias CTIP3 e OIBR4 (esta já fortemente punida no primeiro terço do mês). A Totus entrou na carteira da Planner, compartilhada com SMTO3, CRUZ3, BRPR3 e TAEE11.
A carteira da Citi só tirou a cerveja da mesa pra servir a comida da BRFS3, acompanhada por CCRO3, EVEN3, ITUB4 e TIMP3. Por certo, continuam aguardando a recuperação das telefônicas. A Bradesco se rendeu às small caps, exceto por BVMF3: ALPA4, RADL3, DIRR3 e ESTC3. Os três últimos papéis são apostas de correção de preços, tendo em vista que caíram com força no mês passado. Em mesma linha, a SLW só manteve, entre as grandes empresas, BBDC4, para concentrar sua carteira em medium caps, como AEDU3, RAPT4, DASA3 e DTEX3.
A Geração Futuro, levemente abaixo de zero no ano, resolveu assumir e congelou sua carteira: ITUB4, KROT3, CIEL3, UGPA3 e LREN3.
Quanto a XP, até agora a líder entre as carteiras publicadas pelo Valor, talvez tenhamos de dar o braço a torcer, como dizem. Possivelmente eles têm conseguido, pelo peso de seus clientes, mover o mercado. Mas a carteira continua bastante especulativa: PDGR3, BRML3, FJTA4, BVMF3 e CGRA4.
A Ativa resolveu apostar na celulose e se render à bolha das faculdades, incluindo KLBN4 e AEDU, ao lado de LREN3, ITUB4 e VALE5. Chama a atenção a persistência da mineradora, o que também ocorre na carteira da Octo, que a manteve junto de BVMF3, trocou BBDC4 por ITUB4, BRML4 por EZTC3, descartou a celulose de SUZB5 e também se rendeu ao ensino superior com KROT3. A Vale enfim saiu da carteira da Santander, dando lugar a RAPT4, ao lado de PCAR4, KROT3, EVEN3 e CSAN3. É a única corretora que ainda manteve a Cosan.
A Souza Barros fugiu de ações que o mercado às vezes considera caras, como AMBV3 e TOTS3, manteve ARTR3, ITUB4 e RENT3, sugestões seguras, mas acrescentou as temerárias CTIP3 e OIBR4 (esta já fortemente punida no primeiro terço do mês). A Totus entrou na carteira da Planner, compartilhada com SMTO3, CRUZ3, BRPR3 e TAEE11.
A carteira da Citi só tirou a cerveja da mesa pra servir a comida da BRFS3, acompanhada por CCRO3, EVEN3, ITUB4 e TIMP3. Por certo, continuam aguardando a recuperação das telefônicas. A Bradesco se rendeu às small caps, exceto por BVMF3: ALPA4, RADL3, DIRR3 e ESTC3. Os três últimos papéis são apostas de correção de preços, tendo em vista que caíram com força no mês passado. Em mesma linha, a SLW só manteve, entre as grandes empresas, BBDC4, para concentrar sua carteira em medium caps, como AEDU3, RAPT4, DASA3 e DTEX3.
A Geração Futuro, levemente abaixo de zero no ano, resolveu assumir e congelou sua carteira: ITUB4, KROT3, CIEL3, UGPA3 e LREN3.
Quanto a XP, até agora a líder entre as carteiras publicadas pelo Valor, talvez tenhamos de dar o braço a torcer, como dizem. Possivelmente eles têm conseguido, pelo peso de seus clientes, mover o mercado. Mas a carteira continua bastante especulativa: PDGR3, BRML3, FJTA4, BVMF3 e CGRA4.
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